FILMES DE PLÁSTICO CELEBRA 17 ANOS COM GRANDES PLANOS PARA 2026

Uma das produtoras mais relevantes do cinema brasileiro contemporâneo, a Filmes de Plástico completa 17 anos neste 1º de abril, consolidando uma trajetória marcada por reconhecimento internacional, identidade autoral e um olhar singular sobre o Brasil.


Fundada em 2009, em Contagem (MG), por André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia, a produtora se destacou ao longo dos anos por um cinema de forte dimensão humana, frequentemente ambientado nas periferias urbanas e centrado em histórias de afeto, cotidiano e pertencimento.

Com centenas de seleções em festivais no Brasil e no exterior, incluindo Cannes, Locarno, Sundance e Berlim, e dezenas de prêmios acumulados, a Filmes de Plástico tornou-se um dos principais nomes do audiovisual independente brasileiro. Nos últimos anos, ampliou ainda mais sua projeção internacional com títulos como Marte Um, escolhido para representar o Brasil no Oscar, e Se Eu Fosse Vivo… Vivia, reafirmando sua capacidade de dialogar com públicos diversos sem abrir mão de uma linguagem própria.

NOVOS FILMES EM 2026

Celebrando seus 17 anos de existência, a produtora prepara um ano de intensa atividade, com o lançamento de novos projetos que reforçam sua presença no circuito internacional e no mercado brasileiro:

• “Se Eu Fosse vivo...Vivia”, dirigido por André Novais Oliveira, teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim, um dos mais prestigiados eventos do cinema mundial, consolidando a relação da produtora com grandes festivais. O filme recebeu críticas positivas de especialistas de todo o mundo e se prepara para sua estreia nos festivais nacionais no segundo semestre deste ano.

• Várzea, novo longa dirigido por Maurílio Martins, tem previsão de filmagem para julho de 2026. O filme acompanha Léo, um caminhoneiro solitário de 48 anos que vive um dia decisivo: após meses trocando mensagens, ele finalmente irá encontrar uma mulher cujo rosto nunca viu. Sem dinheiro para viabilizar o encontro, Léo embarca em uma jornada urgente para conseguir os recursos necessários, enfrentando uma sucessão de imprevistos que transformam sua expectativa em uma corrida contra o tempo e colocam à prova suas escolhas, desejos e limites.

• Ainda em 2026, será lançado o primeiro filme da produtora, em parceria com a Netflix, o aguardado novo longa-metragem dirigido por Gabriel Martins, Vicentina Pede Desculpas. O filme, estrelado por Rejane Faria e grande elenco, está em fase de pós-produção.


UM CINEMA DE IDENTIDADE E IMPACTO

Ao longo de sua trajetória, a Filmes de Plástico construiu uma assinatura estética e narrativa própria, marcada por histórias intimistas, elencos frequentemente compostos por atores não profissionais e por uma forte conexão com os territórios onde seus filmes são realizados.

Esse modelo de produção, que nasceu de forma independente, “fazendo filmes no quintal de casa”, evoluiu para uma estrutura reconhecida internacionalmente, sem perder a essência que a tornou única no cenário audiovisual brasileiro.


SOBRE A PRODUTORA

Fundada em 1º de abril de 2009 por André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia, a FILMES DE PLÁSTICO é hoje uma das principais produtoras de cinema do Brasil, tendo realizado, até o momento, dez longas-metragens e 19 curtas-metragens, exibidos e premiados em festivais como Cannes, Berlim, Sundance, Locarno e Rotterdam.

A empresa é reconhecida por seu trabalho ao retratar comunidades de bairros periféricos da cidade industrial de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os três diretores são naturais dessa cidade e de suas periferias operárias — áreas não apenas consideradas “fora do eixo” dos centros culturais e financeiros do Brasil, mas também distantes do próprio centro de Contagem.

A FILMES DE PLÁSTICO tem como missão central levar narrativas e personagens negros às telas, oferecendo uma representação honesta e digna de comunidades historicamente marginalizadas. A empresa segue desenvolvendo seus projetos em Contagem, trabalhando com talentos locais e formando ativamente novos técnicos e artistas por meio de suas produções, na expectativa de que esse modelo continue gerando impacto duradouro.

Recentemente, foi lançada uma empresa-irmã, a MALUTE, dedicada à distribuição dos filmes da produtora e à amplificação das vozes de outros cineastas — oferecendo-lhes uma plataforma para compartilhar seus trabalhos com o público da forma mais eficaz possível.


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