FUTURO FUTURO, GRANDE VENCEDOR DO ÚLTIMO FESTIVAL DE BRASÍLIA, ESTREIA NA PRÓXIMA SEMANA; CONFIRA MOTIVOS PARA ASSISTIR AO FILME!

Produzido pela Vulcana Cinema, o longa será distribuído pela Atelier W e pela Cajuína Filmes e chega aos cinemas em 23 de julho


FUTURO FUTURO, novo longa-metragem de Davi Pretto, conhecido por "Continente", chega aos cinemas brasileiros na próxima semana, dia 23 de julho, com distribuição da Cajuína Filmes.

Ambientado em um futuro próximo, o filme acompanha K, um homem de 40 anos que perdeu a memória devido a uma nova síndrome neurológica e encontra abrigo com um clickworker solitário de 60 anos, morador da região empobrecida de uma cidade brasileira marcada pela chuva constante. Ao experimentar um dispositivo de inteligência artificial altamente viciante durante um curso voltado a pessoas com uma misteriosa síndrome neurológica, K inicia uma jornada que mistura tragédia e absurdo.

Confira motivos para assistir a este filme nos cinemas na semana de estreia!



1. TRAMA
FUTURO FUTURO mistura ficção-científica, questões ambientais, a crise da imagem e desigualdade em uma trama que se passa em um futuro próximo, onde os avanços em inteligência artificial coexistem com o surgimento de uma nova síndrome neurológica. Neste contexto, um homem sem memória de 40 anos chamado K é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira e, após usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com a estranha síndrome, K embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo.

2. DESAFIOS PARA SER FEITO
FUTURO FUTURO foi filmado em Porto Alegre, em maio de 2024, e teve suas filmagens interrompidas pela enchente histórica que afetou todo o estado do Rio Grande do Sul.. Com locações destruídas pela catástrofe e com poucos recursos para terminar as filmagens, o diretor Davi Pretto se utilizou de imagens de IA para incorporar uma crítica não só à desigualdade social, como à crise da imagem, e ainda pôde finalizar seu filme. A obra reflete sobre os riscos cognitivos e políticos da inteligência artificial, que transforma o trabalho, as relações sociais e a percepção do que é real. Ao mesmo tempo, aborda os desafios do cinema independente em um mundo marcado por catástrofes climáticas e por imagens artificiais que redefinem nosso olhar e imaginário.

3. CIBERPUNK E IA
O diretor Davi Pretto não esconde suas referências da literatura ciberpunk de William Gibson e Philip K. Dick para arriscar-se a usar imagens IA em FUTURO FUTURO. Para ele, “é um gesto impuro, claro, até porque não acredito que há gestos moralmente perfeitos no mundo. Mas essa impureza me interessa. Há uma oposição evidente no filme das imagens que filmamos com as imagens IA usadas que se inserem à narrativa como um vírus. É nesse atrito que o filme convida o espectador a pensar”.

4. UM FILME DE DAVI PRETTO
A obra é dirigida por Davi Pretto, diretor brasileiro conhecido pelo drama de horror "Continente” (2024). Aos 25 anos, estreou seu primeiro longa “Castanha” (2014) no Festival de Berlim, seguido de “Rifle” (2016) também no festival alemão. Em FUTURO FUTURO, o cineasta retorna a sua cidade natal Porto Alegre e a coloca em um cenário distópico. Graduado em Cinema na PUCRS em 2008 e bolsista na prestigiosa residência alemã DAAD Berlin em 2018, Pretto foi premiado nos festivais de Brasília e Rio de Janeiro, além de ter passado por renomados festivais ao redor do mundo com suas obras, como Berlim, Sitges, , Edimburgo, Bafici, Hong Kong, Havana, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e Festival de Karlovy Vary.


5. ELENCO RENOMADO
Zé Maria Pescador (“Sonhos de Peixe”) interpreta K e contracena com João Carlos Castanha (“Castanha”), que dá vida ao clickworker solitário que abriga o protagonista. Além dos dois atores, o elenco principal de FUTURO FUTURO ainda conta com Carlota Joaquina (“Seus Ossos e Seus Olhos”), Clara Choveaux (“Luz nos Trópicos”), Higor Campagnaro (“O Animal Amarelo”) e Olivia Torres, atriz de “Ainda Estou Aqui”, que empresta sua voz nesta obra futurista.

6. PREMIAÇÕES
FUTURO FUTURO tem sido bem recebido nos festivais de cinema por onde é exibido. O filme estreou na competição do tradicional Festival Internacional de Karlovy Vary, na República Tcheca, um dos mais antigos da Europa, e se destacou no mais recente Festival de Cinema de Brasília, vencendo o Troféu Candango de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial, Melhor Roteiro, Melhor Montagem e Menção Honrosa ao ator Zé Maria Pescador. O filme passou também representou o Brasil na competição do 46º Fantasporto em Portugal, um dos festivais mais antigos de cinema fantástico no mundo.

7. TRILHA SONORA
Assinada por Carlos Ferreira e Rita Zart, a trilha sonora de FUTURO FUTURO é um componente fundamental da obra. Ela conduz o espectador a uma experiência sonhadora e sintética, em contraste com a crueza da realidade retratada na narrativa. Ao mesmo tempo, evoca a precariedade do avanço capitalista, marcada por um mundo permeado por ruídos e por relações fragilizadas. Nesse contexto, longas texturas de synths e samplers analógicos e digitais, andamentos indefinidos e temas melódicos minimalistas se repetem e reaparecem em versões invertidas ao longo da narrativa, reforçando a atmosfera do filme.

FUTURO FUTURO tem distribuição da Atelier W e Cajuína Filmes e estreia nos cinemas em 23 de julho. A distribuição do filme é patrocinada pelo BNDES através do Patrocínio Cultural No 01/2025 – BNDES – Projetos Audiovisuais de Longa-Metragem.

SOBRE O FILME
Ficção científica nada convencional e de baixíssimo orçamento, FUTURO FUTURO foi rodado em apenas 16 dias em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A produção teve suas filmagens interrompidas por meses devido à maior enchente da história do estado, em maio de 2024. Um filme distópico que se deparou com uma distopia real inimaginável. Depois que a enchente inundou locações que ainda fariam parte das filmagens, e diante de recursos escassos para concluir as diárias, Davi decidiu incorporar radicalmente imagens de inteligência artificial, tanto como o elemento distópico previsto na história, quanto como uma solução para terminar o filme.

O filme investiga de maneira provocativa o potencial poético na estupidez e absurdo da imageria IA, que gera intenso debate na indústria cinematográfica e no nosso cotidiano. FUTURO FUTURO reflete sobre os perigos cognitivos e políticos dos avanços da inteligência artificial, tecnologia que tem mudado o mundo do trabalho, das relações sociais e alterado a nossa percepção do que é real e o que não é. Ao mesmo tempo, se debruça sobre os desafios e limitações do próprio fazer cinema independente em um mundo transformado por catástrofes climáticas constantes e por imagens artificiais que redefinem radicalmente nosso olhar e nosso imaginário.

O DIRETOR
Davi Pretto (Porto Alegre, 1988) graduou-se em Cinema na PUCRS em Porto Alegre em 2008. Aos 25 anos, estreou seu primeiro longa-metragem “Castanha” no Festival de Berlim em 2014, na mostra Forum. O filme competiu nos festivais de Edinburgh, Bafici, Hong Kong e Havana, além de ter ganho o prêmio de Melhor Filme no Festival do Rio, na mostra Novos Rumos. Em 2017, Davi retornou ao Festival de Berlim para exibir seu segundo longa-metragem “Rifle” também na mostra Forum. "Rifle” também recebeu o Grande Prêmio no Festival de Jeonju e os prêmios da Crítica e Melhor Roteiro no Festival de Brasília. Em 2018, Pretto foi bolsista no DAAD Berlin Artists-in-Residence. Seu terceiro longa-metragem “Continente” foi realizado em uma coprodução oficial Brasil, França e Argentina, apoiada pelo World Cinema Fund do Festival de Berlim. “Continente” (2024) foi exibido na competição do 57º Festival de Sitges e eleito Melhor Direção na mostra Novos Rumos do Festival do Rio. Seu quarto longa-metragem FUTURO FUTURO (2025) teve sua estreia mundial no 59º Festival de Karlovy Vary, na mostra competitiva Proxima, e recebeu quatro prêmios no 58º Festival de Brasília, incluindo Melhor Filme.


SINOPSE
Em um futuro próximo, onde os avanços em inteligência artificial coexistem com o surgimento de uma nova síndrome neurológica, um homem sem memória de 40 anos chamado K é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira. Após usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com a estranha síndrome, K embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo.

ELENCO
Zé Maria Pescador ………… K
João Carlos Castanha ………… Silvio
Carlota Joaquina ………… Joana
Clara Choveaux ………… Antonieta
Higor Campagnaro ………… Isaac
Olivia Torres ………… Voz IA
E mais: Silvia Duarte, Ida Celina, Alex Pantera, Carlos Azevedo, Daniel Machado, Elaine Segura, Fabielly Klimberg, Gabriela Greco, Iluska Moura, Li Pereira, Luciano Abreu, Robson Duarte e Sandro Marques.

FICHA TÉCNICA
Direção e Roteiro: Davi Pretto
Produção: Paola Wink e Jessica Luz
Fotografia: Leonardo Feliciano
Montagem: Bruno Carboni, edt
Direção de Arte: Dayane Paz
Figurino: Gabriela Güez
Caracterização: Juliane Senna
Música Original: Rita Zart e Carlos Ferreira
Desenho e Mixagem de Som: Tiago Bello
Som Direto: Tomaz Borges
Título original: Futuro Futuro
Título em inglês: Future Future
Gênero: Drama, Lo-fi, Sci-fi
Duração: 86 min
Ano e país de produção: Brasil, 2025
Duração: 86 minutos
Formato: DCP, 2K, 24FPS, FLAT 1.85, 5.1, Color
Locações de filmagem: Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Produção: Vulcana Cinema
Coprodução: Atelier W
Financiamento: FSA, BRDE, ANCINE, FAC RS
Patrocínio: BNDES
Distribuição: Atelier W e Cajuína Filmes
Laboratórios e Mercados: Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias - FICCI - WIP IBEROAMÉRICA


SOBRE A VULCANA CINEMA
Liderada por Jessica Luz e Paola Wink, a Vulcana Cinema já levou suas produções brasileiras autorais e coproduções internacionais para os maiores festivais de cinema do mundo. Entre os doze longas que tem no currículo, a empresa porto-alegrense produziu “Castanha” (2014) e “Rifle” (2017), ambos dirigidos por Davi Pretto e lançados na seção Forum da Berlinale; “Tinta Bruta” (2018), de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, que ganhou o Teddy e o prêmio CICAE na Berlinale; e “O Empregado e o Patrão” (2021), de Manuel Nieto Zas, seleção oficial da Quinzena de Cineastas de Cannes.

A Vulcana Cinema tem reconhecimento dos principais fundos globais de fomento, como o Hubert Bals, Vision Sud Est, World Cinema Fund, IDFA Bertha Fund e NRW, e participação em labs de inovação como EAVE Puentes, Berlinale Co-production Market, Torino Film Lab, Tres Puertos Cine e Binger Film Lab. Entre suas novas produções, estão "The Black Snake” (2025), de Aurélien Vernhes-Lermusiaux, com estreia mundial na seção ACID do Festival de Cannes; “Continente” (2024), de Davi Pretto (Competição no Festival de Sitges e Melhor Direção no Festival do Rio); “Ato Noturno” (2025), de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, com estreia mundial na seção Panorama da Berlinale e "Noviembre” (2025), de Tomás Corredor, uma coprodução entre Colômbia e México, exibido no Festival de Cinema de Toronto e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Atualmente, está envolvida na pós-produção dos longas “Talismã” de Thais Fujinaga e “Madre Pájaro” de Sofia Quirós, em coprodução com Costa Rica, Argentina, Brasil, França, Espanha e Noruega.


SOBRE A CAJUÍNA AUDIOVISUAL
A Cajuína Audiovisual nasceu para contribuir com a diversidade e a pluralidade na distribuição do cinema brasileiro. Com sede em Salvador (BA), a empresa atua desde 2023 impulsionando a circulação de obras independentes por meio de estratégias de mobilização e difusão. A distribuidora trabalha com longas e curtas-metragens brasileiros e seus títulos marcam presença constante nos principais festivais nacionais e internacionais. Sua equipe reúne profissionais com ampla experiência no setor audiovisual, com atuação consolidada em distribuição, curadoria e programação.


SOBRE O BNDES
Ao longo de sua história, o BNDES tem sido um parceiro da Cultura e, em especial, do setor audiovisual brasileiro. De 1995 até 2017, o Banco apoiou mais de 400 obras audiovisuais via editais, com aportes da ordem de R$ 600 milhões, em valores atualizados. Em 2025, o BNDES retomou esse tipo de apoio ao setor, com um edital que contemplou 25 longas-metragens a serem lançadas em 2026, que contemplam um perfil variado de filmes, como documentários, obras voltadas a grandes públicos, animações, filmes que se destacam entre a crítica, e longas-metragens selecionados em festival.


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