“COMO POSSO NÃO SER MONTGOMERY CLIFT?”
ESTREIA: dia 03 de julho (6ªf), às 20h
ONDE: Teatro Laura Alvim – Casa de Cultura Laura Alvim
Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema / RJ Tel: (21) 2332-2016
HORÁRIOS: 6ª e sábado às 20h e domingo às 19h / INGRESSOS: R$60 e R$30,00 (meia) bilheteria de 3ª a 6ª das 16h às 20h, sábados e feriados das 15h às 20h, domingos das 15h às 19h / DURAÇÃO: 70 min / CLASSIFICAÇÃO: 16 anos / GÊNERO: monólogo / CAPACIDADE: 190 espectadores / TEMPORADA: até 26 de julho
. sessões com libras e audiodescrição aos sábados 11, 18 e 25
. em dias de jogo do Brasil não haverá espetáculo.
(...) limito-me a agradecer à vida o privilégio de ter assistido a mais uma ótima performance deste ator de exceção.” (Lionel Fisher)
Gustavo Gasparani dá corpo a esta crise contemporânea violenta, a crise gerada pela fama, com uma grandeza humana admirável.” (Tania Brandão)
“Como Posso Não Ser Montgomery Clift?”, com texto do premiado dramaturgo espanhol Alberto Conejero López e direção de Fernando Philbert, volta para uma curta temporada quatro semanas no Teatro Laura Alvim. Em cena, Gustavo Gasparani, que atuou em mais de 60 espetáculos, fundou uma das companhias de teatro mais importantes do país – a Cia dos Atores, escreveu e produziu musicais premiados, e recebeu 15 prêmios e 24 indicações, entre os mais importantes nas artes cênicas.
A peça insere o espectador no universo particular do ator e ícone do cinema americano Montgomery Clift (1920-1966), dividido e fraturado entre o que esperavam dele e o que realmente era. Um dos rostos mais belos de Hollywood, o galã Clift sofria por ser obrigado a esconder sua homossexualidade e atender aos anseios de seu público.
Como muitas estrelas de sua geração, acabou entregue ao álcool e às drogas na tentativa inútil de anestesiar seu sofrimento. A vida de Clift foi marcada por um trágico divisor de águas: um acidente de carro que desfigurou seu rosto e lhe deixou sequelas que dificultaram seu trabalho no cinema.
SINOPSE
A peça se passa no momento em que, exausto do assédio e pressão dos meios de comunicação e da indústria cinematográfica, Clift decide abandonar o cinema para voltar ao teatro e realizar o sonho de montar “A Gaivota”, de Tchekov. Monty, como era conhecido na intimidade, enfrenta as sequelas do acidente de carro que desfigurou seu rosto, além dos conflitos com a sua homossexualidade, a conturbada vida familiar e as relações com os colegas de profissão.
A MONTAGEM
O cenário de Natália Lana traz uma grande banheira que remete a um túmulo. Refletores de diversos formatos em tripés espalhados pela cena aludem à permanente exposição do astro. Ao redor, garrafas vazias, objetos e roupas espalhados. O figurino de Marieta Spada apresenta o ator vestindo um smoking já em desalinho.
“Se a dificuldade em lidar com a voracidade da fama, e com a própria sexualidade, criou um ambiente nocivo e tóxico em relação à profissão levando o personagem ao abismo, é a paixão por essa mesma profissão que o faz emergir de suas profundezas e continuar. Quantos homossexuais vivem esse paradoxo? Quantos se escondem para vencer na profissão? Se a trágica vida de Montgomery Clift puder fomentar a discussão sobre este tema e suscitar reflexão, teremos cumprido a nossa missão.”, afirma Gasparani.
Escrita a partir de fatos reais da vida do ator, o premiado texto do espanhol Alberto Conejero López, traduzido para o português por Fernando Yamamoto, apresenta o olhar ora lúcido, ora alucinado de Clift, a quem restou resgatar do naufrágio de sua existência seu bem mais preciso: o ofício de ator.
“A força deste projeto esta no coração do ator. É um espetáculo construído no mergulho vertical, profundo, da construção de presente, passado e vislumbrar o possível futuro de um homem diante de seu próprio precipício, que são seus desejos mais sinceros e lutar por eles.”, conclui o diretor, Fernando Philbert.
O QUE DIZ A CRÍTICA
“(…) o ator consegue, graças à sensível direção de Fernando Philbert, propor uma imersão na crise profunda vivida pelo ator Montgomery Clift (...) Gustavo Gasparani dá corpo a esta crise contemporânea violenta, a crise gerada pela fama, com uma grandeza humana admirável.” (Tania Brandão, crítica)
“(...) Com relação ao espetáculo, Fernando Philbert impõe à cena uma dinâmica em total sintonia com o material dramatúrgico (...) limito-me a agradecer à vida o privilégio de ter assistido a mais uma ótima performance deste ator de exceção.” (Lionel Fisher, crítico)
“Fernando Philbert realiza uma digna tradução cênica do texto focando toda a atenção na interpretação intensa de Gasparani (...) Imperdível para quem ama o cinema e o teatro.” (José Cetra, crítico e jurado do Prêmio APCA)
“(...) sabendo imprimir, pleno de paixão e convicta entrega, a contundência necessária, sem quaisquer subterfúgios melodramáticos, a um amargurado personagem.” (Wagner Corrêa, crítico)
“Gasparani conduz com maestria o homem que sofre com as pressões do showbiz e vive à beira do precipício (...) Imperdível para os amantes do cinema, do teatro e de uma boa história.” (Kyra Piscitelli, crítica do Guia Off e jurada do prêmio APCA)
FICHA TÉCNICA
Texto: Alberto Conejero López
Tradução: Fernando Yamamoto
Direção: Fernando Philbert
Atuação: Gustavo Gasparani
Cenário: Natália Lana
Figurino: Marieta Spada
Iluminação: Vilmar Olos
Fotos: Nil Caniné e Erik Almeida
Programação Visual: Mary Paz
Participação em áudio: Claudio Gabriel, Cesar Augusto e Isaac Bernat
Direção de Produção: Cacau Gondomar
Assistente de direção: João Sena
Realização: Coisas Nossas Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
ALBERTO CONEJERO LÓPEZ - autor
Alberto Conejero López (Jéan, Espanha, 1978) é formado em direção de cena e dramaturgia, pela Real Escuela Superior de Arte Dramático (RESAD) em Madrid. O espanhol palestra sobre dramaturgia europeia contemporânea e teatro clássico em diversos países, como Espanha, Grécia, Chile, Argentina, entre outros. López é representante de uma nova geração de dramaturgos espanhóis e habitual dos cenários alternativos de Madrid. Sua obra é arrojada, falando diretamente ao espectador, por meio de uma linguagem contemporânea e poética. Seu texto, Cliff Precipício (2011) foi contemplado com o prêmio Leopoldo Alas Mínguez de Literatura Dramática, em 2015. E A Geometria do Trigo (2018) recebeu o Prêmio Nacional de Literatura Dramática, em 2019.
GUSTAVO GASPARANI - ator
Ator, autor, diretor e produtor, com formação em canto e dança, Gustavo Gasparani é o que se pode chamar de “homem de teatro”. Iniciou sua carreira em 1982 e, ao longo desses anos, participou de mais 70 espetáculos teatrais, fundou uma das companhias de teatro mais importantes do país – a Cia dos Atores, dirigiu shows com grandes nomes da MPB, escreveu e produziu espetáculos musicais de destaque na cena teatral contemporânea, recebendo os principais prêmios do país - APCA, Shell, APTR, Cesgranrio, Reverência, Bibi Ferreira, entre outros. Paralelamente, publicou três livros neste período.
Alguns trabalhos de destaque: “Ricardo III”; “Bem Sertanejo”; “Insetos”; “Zeca Pagodinho - O Musical”; “SAMBRA - 100 Anos de Samba”; “Vozes Negras - a força do canto feminino”.
Em 2026, escreveu e dirigiu os espetáculos: “Fafá de Belém - musical” e “Espelho Mágico - 60 anos de TV Globo”, ambos atualmente em cartaz, respectivamente, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
No mês de julho, reestreia o monólogo “Como Posso Não Ser Montgomery Clift?” de Alberto Conejero López, direção de Fernando Philbert, pelo qual recebeu a indicação de melhor ator ao prêmio APTR.
FERNANDO PHILBERT - diretor
Fernando Philbert iniciou sua carreira como diretor assistente de Gilberto Gawronski, Domingos Oliveira e, desde o ano de 2008, com o diretor Aderbal Freire-Filho, de quem foi assistente em mais de quinze peças, entre elas “Hamlet” com Wagner Moura; “A Ordem do Mundo” com Drica Moraes; “Incêndios” com Marieta Severo; “Macbeth” com Renata Sorrah e Daniel Dantas, entre outras. Assinou a codireção de “O Topo da Montanha” com Lázaro Ramos e Thaís Araújo. Como diretor assinou “O Escândalo Felipe Dussaert”, com Marcos Caruso, vencedor de todos os prêmios de melhor ator no Rio de Janeiro em 2016. Em 2017 dirige “Contos Negreiros do Brasil”, em 2018 dirige Louise Cardoso em “O Que é Que Ele Tem”, baseado no livro homônimo de Olivia Byington.
Entre outros espetáculos, dirige Kiko Mascarenhas em “Todas as Coisas Maravilhosas”, indicado aos Prêmios Shell categorias Melhor Direção e Ator; Pedro Paulo Rangel em “O Ator e o Lobo”, indicado a categoria Melhor Dramaturgia; Thelmo Fernandes em “Diário do Farol – Uma Peça sobre a Maldade”, Prêmio Cesgranrio categorias Melhor Ator e Melhor Espetáculo; “Órfãos” e “Três Mulheres Altas”, agraciados com diversos prêmios e indicações. Recentemente dirigiu “JOB”, com Bianca Bin e Edson Fieschi, e “Na Marca do Pênalti”, autobiografia cênica com Walter Casagrande.

